quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Governo anuncia bloqueio de R$ 55 bilhões no Orçamento de 2012

Objetivo do corte é atingir meta de R$ 140 bilhões de superávit primário.
Bloqueio também ajuda no controle da inflação e na redução dos juros.

Alexandro MartelloDo G1, em Brasília
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O governo federal anunciou nesta quarta-feira (15) um bloqueio de gastos de R$ 55 bilhões no Orçamento federal de 2012, segundo informações do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão. 
O montante é superior ao contingenciamento inicial de R$ 50 bilhões anunciado no ano passado. O valor também supera os R$ 32 bilhões em despesas adicionadas pelo Congresso Nacional – em relação aos valores propostos incialmente pelo governo federal.
Segundo os dados divulgados nesta quarta, o ministério que mais sofreu com o bloqueio de recursos no orçamento deste ano foi o da Saúde, cujo corte totalizou R$ 5,47 bilhões em relação aos valores aprovados pelo Congresso Nacional. Em segundo lugar, aparece o Ministério das Cidades, que sofreu um contingenciamento de R$ 3,32 bilhões, seguido pelo Ministério da Defesa, com um bloqueio de gastos da ordem de R$ 3,31 bilhões.
Objetivo do bloqueio
Ao cortar gastos, o governo busca cumprir a meta cheia de superávit primário (economia para pagar juros da dívida pública e tentar manter sua trajetória de queda) de R$ 140 bilhões em 2012. Com isso, também visa ajudar na contenção da demanda e facilitar o trabalho do BC no atingimento da meta de inflação - por meio da definição da taxa de juros.
"Nós fizemos um corte bastante ousado. O valor de R$ 55 bilhões é elevado. Temos de fazer um corte que nos permita, com folga, fazer o primário estabelecido, de 3,1% do PIB. Esse corte que estamos fazendo permite tranquilamente fazemos o primário estabelecido de R$ 140 bilhões para este ano", disse o ministro da Fazenda, Guido Mantega.
Mesmo com a crise financeira internacional, qiue facilita o controle dos preços no Brasil, o bloqueio de gastos é uma maneira de o governo ajudar a combater eventuais pressões inflacionárias, e, com isso, permitir uma política mais suave para a taxa básica de juros.
Cortes nos juros
Em janeiro deste ano, a taxa básica de juros da economia foi reduzida para 10,5% ao ano e, uma semana depois, o BC indicou que ela deve cair para um valor abaixo de 10% ao ano. Para que esse cenário para a inflação em queda (abaixo de 5% em 2012) se concretize, a autoridade monetária informou, porém, que conta com a ajuda do governo federal na limitação para os gastos.
"Importa destacar que a geração de superávits primários compatíveis com as hipóteses de trabalho contempladas nas projeções de inflação, além de contribuir para arrefecer o descompasso entre as taxas de crescimento da demanda e da oferta, solidificará a tendência de redução da razão dívida pública sobre produto", informou o BC na ata do Copom, divulgada no fim do mês passado.

Despesas obrigatórias
Do bloqueio total de R$ 55 bilhões, R$ 20,5 bilhões são em despesas obrigatórias e outros R$ 35 bihões são nas chamadas "despesas discricionárias" - sobre as quais o governo tem mais controle, o que inclui o orçamento dos Ministérios.
Nas despesas obrigatórias, o governo previu R$ 5,1 bilhões a menos em despesas com subsídios, R$ 7,7 bilhões a menos no pagamento de benefícios previdenciários. Também consta uma redução de R$ 2,95 bilhões no complemento para o Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) e R$ 1,65 bilhão a menos para fundos (FDA e FNDE), entre outros.
Ao mesmo tempo, o governo federal também informou que foi reduzida em R$ 36,4 bilhões a previsão para as receitas totais - em relação aos valores aprovados pelo Congresso Nacional. A estimativa passou de R$ 1,27 trilhão para R$ 1,09 trilhão. Para as chamadas receitas líquidas (de transferências constitucionais), a estimativa recuou de R$ 937,78 bilhões para R$ 908 bilhoes, uma queda de R$ 29,48 bilhões.

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Duzentos e dez prefeitos eleitos em 2008 foram cassados



Brasília - Pesquisa divulgada hoje (13) pela Confederação Nacional dos Municípios (CNM) demonstrou que dos 5.563 prefeitos eleitos em 2008, 383 não estão mais no cargo. Desses, 210 foram cassados, 48 deles por fraudes na campanha eleitoral. Em 56 municípios do país, a troca de prefeito ocorreu por morte do titular, sendo que oito prefeitos foram assassinados ou se suicidaram. Vinte e nove saíram para concorrer a outro cargo, 18 por doença e 70 por outros motivos como renúncia e acordo entre partidos.
As cassações por infração à lei eleitoral representaram 22,8% dos casos de afastamento dos prefeitos. Os casos mais comuns incluem a tentativa de compra de voto, uso de materiais e serviços custeados pelo governo na campanha e irregularidade na propaganda eleitoral.
Já os atos de improbidade administrativa motivaram 36,6% das trocas. Além disso, 4,76% dos prefeitos deixaram seus cargos por causa de crime de responsabilidade, 17,62% por infração político-administrativa e 2,86% por crime comum.
Os estados de Minas Gerais e do Piauí apresentam o maior número absoluto de prefeitos cassados. Em cada um desses estados, 29 prefeitos perderam o mandato após processo de cassação. Em segundo lugar vem o Paraná, onde 14 prefeitos foram cassados. O Ceará, Rio Grande do Sul e Santa Catarina tiveram 12 prefeitos cassados em cada estado.
A pesquisa foi feita a partir do cruzamento de dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), das federações regionais de municípios e da própria CNM, com o objetivo de detectar onde houve mudança de prefeito desde 2009. Depois, os pesquisadores entraram em contado com os municípios onde as mudanças ocorreram para saber dos motivos que levaram às trocas.
O texto foi alterado às 17h56 para acréscimo de informações
Fonte:EBC
Família de Flávio Dino não autoriza entrada da imprensa no velório de Marcelo
Há suspeita de negligência médica na morte de Marcelo Dino, 13 anos; políticos como José Sarney e Michel Temer participam do velório

Publicação: 14/02/2012 20:55 Atualização: 14/02/2012 21:42
família do presidente da Embratur (Instituto Brasileiro de Turismo) não autorizou a imprensa acompanhar o velório do filho caçula de Flávio Dino no Cemitério Campo da Esperança, em Brasília. 

Diversos políticos acompanham o velório de Marcelo Dino Fonseca de Castro e Costa, 13, que morreu na manhã desta terça-feira após uma crise asmática.

Familiares disseram que estão muito abalados com a morte e pediram para que os jornalistas se afastassem. Do lado de fora do velório, era possível observar a presença de inúmeros colegas de escola do menino.

O presidente do Senado, José Sarney (PMDB), compareceu ao velório. O vice-presidente, Michel Temer, Gilmar Mendes, ministro do STF, o ministro do Turismo, Gastão Vieira e o ministro da Secretaria de Assuntos Estratégicos, Moreira Franco e Luís Inácio Lucena Adams, da AGU, participam do velório.

O senador Sérgio Petecão (PSD-AC) disse que foi ao velório prestar solidariedade a Dino e que também é pai de um menino 3 anos.

"Não consigo imaginar que em uma cidade como Brasília pode ter acontecido uma coisa dessas. Se isso acontece com uma pessoa como ele, imagine com uma pessoa comum", afirmou o deputado.

domingo, 12 de fevereiro de 2012

MARANHÃO

Operação apreende 1.500 pés de maconha em Zé Doca

Em dois meses de investigações, a polícia descobriu três roças de maconha no município.

Imirante         
         Imagem web - ilustração                                                                      
Uma operação desencadeada pela Polícia Civil de Zé Doca apreendeu cerca de 1.500 pés de maconha em três roças, no povoado Santa Helena, na localidade Ilha do Peixe Insosso, a 20 km de Zé Doca. A operação que tem o mesmo nome da ilha ainda efetuou a prisão de duas pessoas responsáveis pelo cultivo da plantação.
De acordo com o delegado regional de Zé Doca, Luís Cláudio Balby, a operação Peixe Insosso culminou após dois meses de investigações sobre várias denúncias indicando três roças de maconha naquele povoado. Uma das safras, segundo as informações, já estaria pronta para colheita.
Diante das informações, policiais civis realizaram buscas e levantamentos no local e comprovaram a existência da plantação.
No local foram encontrados aproximadamente 1.500 pés de maconha, recém-semeados. “Em pouco mais de três meses toda a maconha já estaria pronta para comercialização”, adiantou o delegado Balby.
No local da apreensão foram detidos Francisco José Ribeiro, 72 anos, natural de Monção, já com passagem por envolvimento com tráfico; e Cícero Costa de Macedo, 43 anos, também natural de Monção. No momento da prisão, Cícero se preparava para irrigar a plantação.
Segundo o delegado, um terceiro envolvido conseguiu evadir-se do local. João batista Costa de Macedo, irmão de Cícero Macedo, ao perceber a chegada da polícia, empreendeu fuga em uma moto modelo Honda POP, de placa NWU-5253.
A moto foi localizada logo em seguida, junto com uma outra moto, de propriedade de Cícero, uma Honda Fan Ks de cor preta, sem placa.
Os acusados, assim como as motos apreendidas foram encaminhados para a Delegacia Regional. Os detidos foram autuados por tráfico e associação ao tráfico, cuja pena pode chegar a 15 anos de prisão.
Ainda de acordo com o delegado Balby, o dono do terreno, que não teve o nome revelado, será intimado para prestar esclarecimento quanto ao uso de sua propriedade para plantação de drogas.
As investigações prosseguirão para que sejam identificadas outras possíveis pessoas envolvidas com a ação.
As informações são da Secom do Estado.

MARANHÃO

Operação apreende 1.500 pés de maconha em Zé Doca

Em dois meses de investigações, a polícia descobriu três roças de maconha no município.

Imirante         
         Imagem web - ilustração                                                                      
Uma operação desencadeada pela Polícia Civil de Zé Doca apreendeu cerca de 1.500 pés de maconha em três roças, no povoado Santa Helena, na localidade Ilha do Peixe Insosso, a 20 km de Zé Doca. A operação que tem o mesmo nome da ilha ainda efetuou a prisão de duas pessoas responsáveis pelo cultivo da plantação.
De acordo com o delegado regional de Zé Doca, Luís Cláudio Balby, a operação Peixe Insosso culminou após dois meses de investigações sobre várias denúncias indicando três roças de maconha naquele povoado. Uma das safras, segundo as informações, já estaria pronta para colheita.
Diante das informações, policiais civis realizaram buscas e levantamentos no local e comprovaram a existência da plantação.
No local foram encontrados aproximadamente 1.500 pés de maconha, recém-semeados. “Em pouco mais de três meses toda a maconha já estaria pronta para comercialização”, adiantou o delegado Balby.
No local da apreensão foram detidos Francisco José Ribeiro, 72 anos, natural de Monção, já com passagem por envolvimento com tráfico; e Cícero Costa de Macedo, 43 anos, também natural de Monção. No momento da prisão, Cícero se preparava para irrigar a plantação.
Segundo o delegado, um terceiro envolvido conseguiu evadir-se do local. João batista Costa de Macedo, irmão de Cícero Macedo, ao perceber a chegada da polícia, empreendeu fuga em uma moto modelo Honda POP, de placa NWU-5253.
A moto foi localizada logo em seguida, junto com uma outra moto, de propriedade de Cícero, uma Honda Fan Ks de cor preta, sem placa.
Os acusados, assim como as motos apreendidas foram encaminhados para a Delegacia Regional. Os detidos foram autuados por tráfico e associação ao tráfico, cuja pena pode chegar a 15 anos de prisão.
Ainda de acordo com o delegado Balby, o dono do terreno, que não teve o nome revelado, será intimado para prestar esclarecimento quanto ao uso de sua propriedade para plantação de drogas.
As investigações prosseguirão para que sejam identificadas outras possíveis pessoas envolvidas com a ação.
As informações são da Secom do Estado.